Arquivo para outubro, 2009

Histórias e encontros em Conchal (SP)

Posted in Contação de histórias, Evento with tags , , , , , , on outubro 26, 2009 by contarestorias

O Grupo Artístico BRINCADERA – Contadores de Histórias apresentou-se e deu uma oficina na cidade de Conchal (SP). A sessão de contação de histórias aconteceu no dia 17 de outubro. Fomos recebidos lindamente pela Kelly do Departamento de Cultura de Conchal. Ela e sua equipe se esforçaram bastante e o resultado foi uma linda apresentação no Centro Cultural de Conchal. Depois, no dia 22 de outubro o Grupo Brincadera voltou a Conchal para mais uma sessão de histórias e uma oficina para educadores. Esse encontro aconteceu graças a parceria da Prefeitura de Conchal e Secretaria de Cultural do Estado de São Paulo, através da Oficina Cultural Regional “Carlos Gomes” – com sede em Limeira.

Grupo BRINCADERA em Conchal (SP)

Grupo BRINCADERA em Conchal (SP)

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Oficina para a Equipe de educadoras da Creche São Vicente de Paulo.

Posted in Contação de histórias, Evento with tags , , , , , , on outubro 21, 2009 by contarestorias
Educadoras da creche + Eu

Educadoras da creche + Eu

Posted in Evento with tags , , , , on outubro 14, 2009 by contarestorias

INFORMALHAO FRMULA CRESCIMENTO

Na Creche S.Vicente de Paulo (Limeira-SP)

Posted in Contação de histórias, Evento with tags , , , on outubro 8, 2009 by contarestorias

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Na Creche São Vicente de Paulo.

Posted in Uncategorized with tags , , on outubro 8, 2009 by contarestorias

Participei da Semana das Crianças na Creche São Vicente de Paulo em Limeira (SP). Obrigado a todos na Creche: Monitoras, professoras, coordenação e criançada em geral. O dia estava quente e a tarde foi deliciosa.

“Um homem de consciência” na UNIMEP.

Posted in Contação de histórias, Evento, Referências with tags , , , on outubro 1, 2009 by contarestorias

Esse texto abaixo é de autoria de Monteiro Lobato. É parte do livro “Cidades Mortas”. Gosto muito desse livro por tratar de um sentimento individual e por vezes coletivo que ronda os corações de quem mora no interior. Como morei em 10 cidades diferentes, percebi em várias pessoas e em suas cidades esse sentimento de que “nada acontece”. Pretendo contá-lo amanhã na aula-aberta que participarei na Semana de Letras da Unimep em Piracicaba.

“Um homem de consciência.”

Chamava-se João teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro.

Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor.

Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o deperecimento visível de sua Itaoca.

– Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons – agora só um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está acabando…

João Teodoro entrou a incubar a idéia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.

– É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.

Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada…

Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado – e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!…

João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalo magro e partiu.

– Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?

– Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.

– Mas, como? Agora que você está delegado?

– Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado, eu não moro. Adeus.

E sumiu.”